A trajetória de vida de Marco Antônio Lage, 43 anos, é rica em experiências no campo social. Começou como auxiliar em uma farmácia, quando criança, e hoje é o Diretor de Comunicação Corporativa da Fiat, um dos maiores grupos do setor automotivo do mundo.
Por meio da Fiat Cidadã, a empresa busca estar inserida nas comunidades periféricas às unidades de produção e assim contribuir para o desenvolvimento do país. A Responsabilidade Social da montadora começa dentro das fábricas, onde os funcionários são incentivados a participar das iniciativas, e se expande para beneficiar 22 milhões de estudantes através de diversos projetos.
Com a missão de ser tão importante no campo social quanto é no setor econômico, a Fiat investe em parcerias para difundir boas práticas. São cerca de 600 ONG’s apoiadas, além de trabalhos em conjunto com o Setor Público. É na união de forças que acredita Lage, para que o resultado final seja atingido de maneira satisfatória.
A descoberta de habilidades
Marco Antônio Lage nasceu em Ipoema, pequeno distrito de Itabira, interior de Minas Gerais. Os pais tinham uma fazenda de criação de gado. O menino cresceu em um clima bucólico e culturalmente rico – a cidade é terra natal do poeta Carlos Drummond de Andrade.
Aos 9 anos, foi estudar em Itabira. Além do aprendizado escolar, Lage desenvolveu o que considera muito importante para a sua profissão hoje em dia: Sensibilidade. Começou a trabalhar como balconista em uma farmácia, aos 12 anos. Em seguida, passou a auxiliar o farmacêutico em consultas e em pouco tempo estava aplicando injeções por conta própria, visitando os pacientes em casa. “Sem eu saber, na época, tive uma experiência pessoal fantástica. Isso me ajuda muito atualmente”, conta.
Com 17 anos, para poder cursar a faculdade, foi morar em Belo Horizonte. No início, dividiu-se entre o jornalismo na Puc-MG e o teatro na Ufmg. Na medida em que a exigência aumentou, precisou se dedicar exclusivamente à comunicação e abandonou as artes cênicas. Porém, não esconde a importância que o curso teve para transformá-lo num bom repórter. “O teatro me deu uma série de habilidades, me liberou, me fez vencer a timidez e entrar em contato com textos artísticos sensacionais”, reconhece.
A carreira como jornalista começou ainda na universidade. Seis meses antes de graduar-se, atuou como editor do semanário Edição do Brasil. Nos anos seguintes, passou por diversos veículos mineiros, como Diário do Comércio, Revista Visão, como correspondente, Hoje em Dia, Diário da Tarde e Estado de Minas. Até que em 1991 foi convidado para assumir o cargo de gerente de comunicação do Sebrae/MG. Para o jornalista acostumado à reportagem, foi difícil deixar de lado a Redação para ocupar uma função mais administrativa. “Mas ao mesmo tempo, era um novo desafio. Pude desenvolver novas habilidades”, afirma.
Apenas um ano depois, assumiu o posto de assessor de imprensa da Fiat. Foi promovido a coordenador de Comunicação Social, depois gerente de Comunicação Corporativa e, desde 2000, é diretor de Comunicação Corporativa. Em 2004, para complementar sua formação acadêmica, fez mestrado em Marketing Estratégico pela Ufsc.
Tempo para tudo
Casado e pai de dois filhos, a filosofia de vida de Lage é de sempre arrumar tempo para tudo. “Mesmo quando tenho muito trabalho, dedico tempo para me divertir e relaxar”, diz. O jornalista pratica futebol e gosta de viajar para a terra natal com a família aos finais de semana para curtir a fazenda. Em contato com a natureza, não perde a oportunidade de cavalgar.
Um bom livro também é indispensável. Principalmente nas férias, lê romances de escritores latinos como Gabriel García Márquez e Julio Cortázar. “Acho que os povos americanos precisam se unir mais, estamos muito longe uns dos outros, apesar de todas as semelhanças”, analisa. Excelente para o profissional que é responsável pela comunicação e projetos sociais da Fiat em todo o continente.